Encerrando campanha, prefeitura realiza busca ativa de tuberculose em pacientes do ITA.

Programação realizada ao longo do mês incluiu parcerias com escolas e a UFAL, além de contemplar pacientes de outras instituições.

Por Ranjelio 28/03/2024 - 16:15 hs
Foto: Assessoria

Além de ser a infecção mais mortal do mundo, a tuberculose é também um problema de fator social, estando ligado, muitas vezes, às condições precárias em que o indivíduo vive. Por isso, existe uma população que está mais vulnerável à infecção, como pessoas privadas de liberdade, que vivem com HIV ou em situação de rua.

A Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reservou o mês de março para realizar uma extensa programação de ações de conscientização sobre a doença, que é tratável e curável, em alusão ao Dia Internacional de Combate à Tuberculose, comemorado em 24 de março.

A programação, que contou com aulas e palestras em escolas arapiraquenses e também na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), foi realizada em instituições como o Caps AD e o Lar Semear, e finalizou nesta terça-feira (26) com um evento no Instituto Teodora Albuquerque (ITA).

Os pacientes foram contemplados com uma palestra sobre o assunto e serviços de combate e prevenção, com coleta do exame para baciloscopia em pacientes com possíveis sintomas. O trabalho foi realizado pela Coordenadoria Municipal de Controle da Tuberculose e Hanseníase, em parceria com o CRIA e a equipe de profissionais do ITA.

A enfermeira Edimeire Maurício destacou a importância da ação do poder público dentro da instituição e agradeceu à secretaria pela parceria. “Aqui trabalhamos com pessoas em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes são desprezadas pela própria família e precisam de todo o apoio possível, de dentro de fora, então nós da equipe do ITA queremos agradecer à parceria da Prefeitura e dizer que todos são sempre bem-vindos para fazer o bem em prol dos nossos pacientes”, afirmou.

Prevenção, tratamento e cura

A tuberculose é uma infecção prevenida principalmente pela vacina BCG, que está disponível no SUS e deve ser aplicada em crianças ao nascer (ou no máximo até os 4 anos). Outras formas simples são: manter ambientes bem ventilados e com entrada de luz solar, evitar aglomerações e proteger a boca com o antebraço ou com um lenço ao tossir e espirrar.

Os sintomas consistem em tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, cansaço excessivo, febre, suor noturno, falta de apetite, emagrecimento acentuado e rouquidão. Em caso de suspeita de infecção, o paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde, onde a maioria dos casos é tratada.